Nascido enquanto movimento mais ou menos organizado a partir da pauta anticopyright, a cultura livre é, para a maior parte da população do sul (e do norte também) global, uma incógnita. Cultura livre é compartilhar cultura nas redes para todes? É acesso livre e gratuito à bens culturais, em licenças que favorecem o compartilhamento? é buscar práticas alternativas ao copyright de remuneração para autorxs e produtorxs de conteúdo? uma crítica à propriedade intelectual que restringe e criminaliza o intercâmbio de cultura, potencializado ainda mais a partir da internet? um movimento social “digital” em prol do conhecimento aberto? uma cultura feita de forma “livre”, sem amarras com movimentos, organizações e quaisquer outros fatores que tornam a cultura presa e fechada?

No Encontro de Cultura Livre do Sul, realizado nos dias 21, 22 e 23 de novembro de 2018 na internet, discutimos e buscamos respostas para algumas destas questões acima descritas e outras mais. Durante as 6 mesas de debate do encontro, das discussões nas plataformas digitais e redes sociais, falamos sobre políticas públicas e marcos legais de direitos do autor; digitalização de acervos e acesso ao patrimônio cultural em repositórios livres; de laboratórios, produtoras colaborativas, hackerspaces, hacklabs e outras formas de organizações que defendem e praticam no dia a dia a cultura livre; de como nos inserimos em uma rede internacional e da questão da defesa dos bens comuns que a cultura livre também faz; das muitas formas de produção cultural – editorial, musical, audiovisual, encontros, fotográficas – que estão sendo realizadas no âmbito das licenças e da cultura livre; e das plataformas, conteúdos e práticas educacionais que tem o livre como paradigma de ação e propagação.

Com os mais de 200 participantes inscritos que tomaram parte desses três dias, pensamos sobre as especificidades da cultura livre no sul global em relação ao norte. A discussão sobre a liberdade de usos e produção de tecnologias livres tem sido fundamental para a cultura livre desde o princípio, mas acreditamos que, no sul, temos a urgência maior de nos perguntar para quê e quem servem nossas tecnologias livres. Não basta somente discutir se vamos usar ferramentas produzidas em softwares livres ou se vamos optar por licenças livres em nossas produções culturais: necessitamos pensar em tecnologias, ferramentas e processos livres que sejam usadas para dar espaço, autonomia e respeito aos menos favorecidos, financeira e tecnologicamente, de nossos continentes, e para diminuir as desigualdades sociais em nossos locais, desigualdades estas ainda mais visíveis no contexto de ascensão fascista global que vivemos nesse 2018.

Desde o sul, temos que pensar na cultura livre como um movimento e uma prática cultural que dialogue intensamente com as culturas populares de nossos continentes; que respeite e converse com os povos originários da América, que estão aqui em nosso continente vivendo em uma cultura livre muito antes da chegada dos “latinos”; que defenda o feminismo e os direitos iguais a todes, sem distinção de raça, cor, orientação sexual, identidade e expressão de gênero, deficiência, aparência física, tamanho corporal, idade ou religião; que dialogue com a criatividade recombinante das periferias dos nossos continentes, afeitas ao compartilhamento comunitário e sendo alvo principal do extermínio praticado por nossas polícias regionais; que busque resguardar nossa privacidade a partir de táticas antivigilância e na defesa do direito ao anonimato e à criptografia; e que lute pela propagação das fissuras no sistema capitalista, buscando, a partir de uma prática cultural e tecnológica anticopyright, formas alternativas e solidárias de vivermos em harmonia com Pachamama sem esgotar os recursos já escassos de nosso planeta.

Pensar e fazer a cultura livre desde o sul requer pensarmos na urgência das necessidades de sobrevivência do nosso povo. Requer nos aproximarmos da discussão sobre o comum, conceito chave que nos une na luta contra a privatização dos recursos naturais, como os oceanos e o ar, mas também dos softwares livres e dos protocolos abertos e gratuitos sob os quais se organiza a internet. Nos aproximar do comum amplia nosso campo de disputa no sul global e nos aproxima do cotidiano de comunidades, centrais e periféricas, que lutam no dia a dia pela preservação dos bens comuns.

Importante lembrar que o conceito de comum do qual buscamos nos aproximar deve ser pensado como algo em processo, como um fazer comum (commoning em inglês). Isto é, não termos em vista somente o produto em si – livro, vídeo, música, hardware ou software livres – mas a nossas próprias práticas e dinâmicas através das quais juntos criarmos novas formas de viver, conviver e também produzir. Este é o fazer comum. Por isso, é tão importante mantermos vivas essas redes que acabamos de ativar, essas conexões que percorreram todas as mesas e todas as plataformas nas quais mapeamos, escrevemos, registramos e gravamos.

Para os próximos anos, nos comprometemos a seguir os esforços de tornar a cultura livre um movimento que, além de lutar por tecnologias, produtos e práticas culturais não proprietárias, também batalhe pela redução da desigualdade social de nossos continentes a partir do ativismo pela liberdade do conhecimento em prol de comunidades mais justas, autônomas, igualitárias, respeitosas e livres. Temos, como objetivos para os próximos 5 anos (2019 – 2024):

  • Realizar encontros bianuais, online ou presencial, com o objetivo de desenvolver uma parceria global para o desenvolvimento e defesa da cultura livre e dos bens comuns;

  • Alimentar e divulgar mais amplamente as plataformas para o mapeamento e curadoria de iniciativas de cultura livre;

  • Criar e manter fóruns online para incentivar o debate e as trocas entre os diferentes projetos/atores de cultura livre do Sul, especialmente no intervalo dos encontros;

  • Propor formações contínuas em cultura livre, de modo a relacionar as práticas e conceitos trabalhados à pessoas e projetos do sul global;

  • Promover espaços seguros de inclusão e diversidade dentro dos debates sobre cultura livre, garantindo a igualdade de direitos. Em nossos espaços serão rejeitados todos os tipos de práticas e comportamentos homofóbicos, racistas, transfóbicos, sexistas ou excludentes de alguma forma;

  • Fortalecer a liberdade de expressão, acesso à informação e a criação de espaços democráticos de comunicação que garantam avanços nas discussões sobre cultura livre e na construção democrática das políticas sobre o tema;

Internet, Ibero-américa, sul-global, 23 de novembro de 2018

Assinam os coletivos:
BaixaCultura, Brasil
Casa da Cultura Digital Porto Alegre, Brasil
Ártica, Uruguay
Ediciones de La Terraza, Argentina
Em Rede, Brasil
Nodo Común, Iberoamérica
Rede das Produtoras Culturais Colaborativas, Brasil
Rede iTEIA.NET, Brasil
Libreflix, Brasil


Olá! Agora o Libreflix conta com um sistema de busca interno.

Um sistema de busca é um item quase que obrigatório em qualquer aplicação, grande ou pequena, hoje em dia. E mesmo com algumas discussões, ainda não tínhamos conseguido implementar uma busca para o projeto, devido à falta de experiência nessa área, mas principalmente pelo custo computacional que isso representa – e consequentemente verba para manter a infraestrutura.

A oportunidade e a sinergia para a implementação desse recurso veio nesse semestre junto com o apoio e as dicas preciosas do professor da UTFPR Luiz Celso Gomes Jr.

Para o desenvolvimento foi usado primordialmente a framework elasticsearch, que é uma excelente e escalável ferramenta para realizar essa tarefa. Para isso, tivemos que alugar um novo pequeno servidor de 2GB (+R$40 mensais), mesmo que na documentação a Elastic sugira uma máquina de 32GB, sendo menos de 8GB “contra-produtivo”. Vamos ver como saímos. Mais alguns detalhes dessa implementação podem ser conferidos aqui.

Use e abuse desse recurso. Dê feedback e começe e/ou se junte às nossas discussões no repositório. Logo vem mais novidade por aí.

Abraços livres! <3


Resenha publicada originalmente no blog Observar e Absorver de Eduardo Marinho

A privatização como perversidade. Como um processo estratégico de dominação mundial pela economia, pelos poucos donos do mercado, de todas as áreas por extensão, até mesmo na formação de mentalidades favoráveis a este sistema social anti-humano, anti-mundo, criador e estimulador do inferno na terra, competitividade, consumo excessivo, conflitos, destruições até o genocídio.

Mais uma pérola cinematográfica de Sílvio Tendler, em informações e responsabilidade social, um artista que cumpre sua função, que põe sua sensibilidade na lapidação social, no acendimento de luzes tão necessário nesta realidade trevosa. Estamos aprendendo a ver como a estrutura social funciona, em gerações contemporâneas, como somos impregnados de consentimento, pela sujeição da administração pública aos poucos podres de ricos internacionais com as elites locais, através do modelo de ensino empresarial e, sobretudo, da mídia também empresarial.

O ensino empresarista é competitivo, formador de peças pro mercado de trabalho e não de seres humanos pra compor uma sociedade harmônica, sem abandono, onde todos tenham seus direitos constitucionais, humanos e sociais respeitados por inteiro. Não se encontram escolas que eduquem no sentido da harmonia, da paz de espírito, da verdadeira realização pessoal, social e humana. E isso é interesse de toda a sociedade, ainda que não se pense nisso, ainda que a inconsciência prevaleça.

E a mídia, implantada e enraizada na "cultura nacional" de 1964 até 69, quando virou "rede nacional", exatamente por estar na cabeça do apoio ao golpe militar, exerce o massacre publicitário-ideológico permanente em defesa de interesses empresariais, criando mundos de fantasia, usando psicologia do inconsciente, distorcendo notícias, criando mentalidades que apóiem ideologia do consumo, da competição, do punitivismo, da sabotagem em todo investimento na própria população e nos seus direitos constitucionais.

Não posso deixar de falar de uma meia-discordância no final do filme. "O momento é agora" é um jargão antigo que prepara a desilusão pra depois, muitas vezes até o desânimo. Todos os momentos são agora, o conjunto de todos os agoras forma a eternidade. Prefiro ir espalhando o que tá escondido, falando o que tô vendo, como por toda minha vida, desde os dezenove anos, refletindo, causando reflexão, aprendendo com as práticas cotidianas. Escolher os próprios caminhos, desentranhar condicionamentos, chacoalhar os valores pra ver quais são implantados e quais podem ser verdadeiros, junto com desejos, com objetivos de vida, no que me traz paz ou me inferniza e, a partir disso, fazer escolhas, tomar decisões e levar à prática cotidiana. A história caminha com passo próprio, é preciso medir o passo com ela - sabendo que ela também pode dar seus pulos. Vigiemos.

"Privatizações - A Distopia do Capital" do diretor Sílvio Tendler está disponível gratuitamente no Libreflix.

Clique aqui para assistir >>>


Por Guilmour Rossi e Michael

O aplicativo Libreflix para celulares Android já foi lançado há algum tempo, mas algumas dúvidas surgem na hora de instalar o app usando o arquivo .apk.

Esse é um breve tutorial para te ajudar na instalação se você estiver tendo dificuldades.

As dois principais problemas enfrentados são que o Android bloqueia a instalação fora da loja oficial Google Play, mas você pode desmarcar essa opção nas configurações. Outro problema ocorre ao tentar fazer o download do .apk pelo Chrome, onde ele também bloqueia a instalação ao menos que você diga expressamente que quer fazer o download do arquivo. Vamos lá...

Fontes Confiáveis

Primeiro, vamos autorizar a instalação pelo arquivo .apk.

  1. No seu Android, vá em Configurações ou Configurar;
  2. Em Configurações, logo em seguida clique em Segurança;
  3. Em seguida, ative as permissões de Fontes Desconhecidas;

Fazer o download do Link

Agora, vamos fazer o download do arquivo.

  1. Acesse do seu navegador o endereço Libreflix.org/apps/
  2. Estando na página, encontre o banner "Download para Android";
  3. Segure em cima do banner até que apareça mais opçãos;
  4. Clique em "Fazer download do link";
  5. O download começará. Quado terminar, clique em "Abrir";
  6. E agora escolha "Instalar".

Pronto, seu app já está instalado e você pode curtir filmes livres em seu celular.

Qualquer dúvida, deixe-nos saber.

Abraços libres! <3


Por Karolyna Gutierres, Guilmour Rossi e Marcielo de Moraes

No dia 1 de maio, em São Paulo, um prédio que servia de abrigo para mais de 150 famílias desabou. Logo o desastre emergiu nos meios de comunicação de massa e retomou uma discussão já muito antiga das grandes metrópoles: o problema habitacional.

Especulação imobiliária, falta de planejamento urbano, distribuição espacial irregular, desemprego, concentração de imóveis nas mãos dos grandes proprietários, desigualdade e falta de regulamento no valor dos aluguéis são alguns dos problemas socioambientais que dificultam o direito à moradia para a maior parte da população em grandes cidades e periferias pelo mundo. Uma das alternativas é a ocupação.

Prédios abandonados, muitas vezes pelo próprio governo, servem de refúgio para milhares de famílias que se juntam para otimizar o espaço de forma política e social. É certo que casos como esse último da capital paulista poderiam ser evitados se o Estado não fosse negligente ao investir na desocupação desses espaços ao invés de fomentar políticas públicas que garantissem o mínimo de dignidade a essa população.

Ocupar é sim resistir! Diante desse cenário urbano caótico, ocupar é também tentar sobreviver.

Listados a seguir estão alguns documentários no Libreflix para você ver mais de perto essas lutas:

1 - Leva (2011)

Foto: (CC BY-SA) Fora do Eixo

No coração de São Paulo pulsa o maior movimento de luta por moradia da América Latina. Famílias desabrigadas ocupam o edifício Mauá, um dentre muitos ocupados no centro da cidade., O documentário LEVA acompanha a vida de moradores da ocupação e revela a organização de siglas que se unem numa organização para transformar os espaços abandonados em habitáveis. A estruturação do edifício pelos movimentos de luta de moradia irá refletir na reorganização e redescoberta das pessoas como indivíduos através do coletivo.

Leva (2011)
Dirigido por Juliana Vicente e Luiza Marques
2011 · 12 · 55m

Assistir no Libreflix >>

2 - Dandara - enquanto morar for um privilégio, ocupar é um direito (2014)

O longa documentário, dirigido pelo argentino Carlos Pronzato, conta a história da Ocupação Dandara, até então a maior ocupação das Minas Gerais. O filme usa de depoimentos dos moradores, apoiadores e militantes para mostrar a árdua luta contra o capital especulativo.

Dandara (2014)
Dirigido por Carlos Pronzato
Enquanto morar for um privilégio, ocupar é um direito · 2014 · 10 · 1h 05m

Assistir no Libreflix >>

3 - Atrás da Porta (2010)

O documentário Atrás da Porta registra a experiência de arrombar prédios e criar novos espaços de moradia das famílias sem-teto do Rio de Janeiro. O filme expõe também uma série de despejos forçados pelo Estado e como esses despejos são o início de uma das maiores intervenções na cidade. No documentário, o projeto chamado de “revitalização” é questionado pelos próprios moradores de várias ocupações.

Atrás da Porta (2010)
Dirigido por Vladimir Seixas e Chapolim
2010 · 10 · 1h 32m

Assistir no Libreflix >>

4 - À Margem do Concreto (2006)

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um documentário sobre os sem-teto e os movimentos de moradia em São Paulo. O filme acompanha a atuação de várias lideranças que promovem atos de ocupação na região central de São Paulo e que estão fazendo justiça social com as próprias mãos.

À Margem do Concreto (2006)
Dirigido por Evaldo Mocarzel
2006 · Libre · 1h 26m

Assistir no Libreflix >>

5 - Por Um Sonho Urbano (2014)

Por um sonho urbano irá contar a história das mais de vinte famílias que moram na Ocupação Saraí, um prédio abandonado no Centro de Porto Alegre, entre as ruas Caldas Júnior e Mauá. O documentário irá retratar o dia a dia dos moradores, as suas atividades de rotina, o funcionamento do coletivo e as ações de luta pelo direito de morar à luz do movimento nacional de luta pela moradia.

Por Um Sonho Urbano (2014)
Dirigido por Edye Wilson e Gisele Gonçalves
2014 · Livre · 19m

Assistir no Libreflix >>


Por Júlio Lira

No último fim de semana, no dia 28, eu falei um pouquinho sobre o projeto na edição potiguar do Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre.

Falar para uma pessoa: "Tal pessoa falará sobre Libreflix" faz transparecer que estaria anunciando um produto ou um software, mas o meu objetivo foi mais do que isso. Eu queria mostrar a profundidade que esse nome carrega, ela não é apenas um site de streaming, ela é uma filosofia, e mais, ela é uma comunidade de voluntários que mostra a voz de novas iniciativas de filmes, novos documentários, e consegue até mesmo quebrar as barreiras econômicas e sociais, dando o melhor possível serviço de streaming gratuitamente, sem análise suja de dados, respeitando o usuário com software livre e uma comunidade inclusiva e respeitosa. Por isso senti o peso de falar sobre algo tão profundo e além disso, assumo, senti medo de retaliação contra nossas ideias.

Ao marcar o horário notei que a organização me pôs para ser um dos primeiros a falar. Eles até pinaram no grupo responsável pelo evento a palestra "Libreflix.org", e a organização potilivre foi totalmente solidária; ao lerem minha submissão de palestra ficaram bastante interessados (não apenas pelo site, mas por toda mensagem que levamos), e deram total apoio e espaço a palestra em que eu iria falar.

Isso me deu bastante animo, pelo contrário de o que eu pensava eles não me bloquearam de nada - na verdade me ajudaram! Eu notei que existem ainda organizações que lutam pela mesma ideia, visam o mesmo objetivo, e isso foi o necessário para falar impolgadamente ao Guilmour sobre a palestra e sobre a aceitação e boa recepção que tive. ♥

Como eu era um dos primeiros a palestrar fiz o possível para não chegar atrasado, mas ao chegar estava bem próximo do horário da minha palestra. Notei que todos estavam bastante atentos, e logo chegou a vez de exercer a grande responsabilidade de retratar o máximo possível o que é a Libreflix.

Me chamou bastante atenção que ao abrir o slide e iniciar a palestra um dos organizadores chamado José Roberto me fez uma pergunta: "Afinal, se fala "Laibre-flix" ou "Libre-flix"?. Ele me perguntou porque eu havia falado com uma fonética de "laibre", e isso me fez pensar enquanto eu falava sobre ela.

Fiquei espantando comigo mesmo, no momento. Como eu nunca tinha parado para pensar nisso? É claro, o nome Libreflix vem de libre, liberdade, ser livre... Essa ficha ter caído só naquela hora vence ainda a própria ideia de que eu tinha da Libreflix e me deu ainda mais entusiasmo para apresentar o projeto.

Enquanto falava, pensei sobre a liberdade e o sentido profundo que não só a comunidade Libreflix carrega mas como outras comunidades e organizações que possuem essa visão de mudança e sabem que é possível mudar para melhor o mundo; com justiça, igualdade.

E o mais poderoso: a capacidade que temos com a nossa união. Pude ter a honra de falar e convidar a outros desenvolvedores para que venham participar de nossa comunidade.

E mesmo se senti nervosismo, notei que aquilo era algo novo a maioria, e o que foi mais gratificante de tudo isso foi terminar a palestra e ver várias pessoas entrando em nosso grupo no telegram querendo conhecer e participar da nossa família. ♥

Os slides da apresentação podem ser encontrados clicando aqui.


Um novo ano chegou, e agora, todo mês, vamos falar um pouco mais sobre as novas produções que chegaram no catalógo Libreflix. Confira abaixo um pouco mais sobre as novas obras incluidas em Janeiro na plataforma.

Não Vivamos Mais Como Escravos

Sinopse: O documentário produzido em 2013 aborda, a partir de uma perspectiva anarquista, a atual situação social, política e econômica grega, apresentando as causas da crise bem como as estratégias adotadas por coletivos e militantes anarquistas em resposta a esta.

Documentário de Ativismo Social · 2013 · Livre · 1h 29m

Tags: anarquismo, grécia, autogestão, liberdade, igualdade, docs, social, ativismo

Limite (1931)

Sinopse: Em um pequeno barco à deriva, duas mulheres e um homem relembram seu passado recente. Uma das mulheres escapou da prisão; a outra estava desesperada; e o homem tinha perdido sua amante. Cansados, eles param de remar e se conformam com a morte, relembrando as situações de seu passado. Eles não têm mais força ou desejo de viver e atingiram o limite de suas existências.

Longa metragem de Drama/Romance· 1931 · 12 · 1h 57m

Tags: classicos, nacionais, filmes

Remar é...

Sinopse: documentário "Remar é..." faz um passeio pelos centenários clubes de regata do Rio de janeiro ... atletas de ontem e de hoje , As glórias do passado, conquistas, feitos incríveis e eternos amantes do remo...A natureza e o remo...uma crônica apaixonada!

Documentário de Esporte · 2013 · L · 1h15m

Tags: esporte, docs, natal, rio de janeiro, botafogo, flamengo, vasco, remo

Onde Começa Um Rio

Em defesa da universidade pública para todxs!

Sinopse: "Onde começa um rio" se volta para as ocupações universitárias contra a PEC do Fim do Mundo no final de 2016. O filme desacelera as turbulências diárias para ouvir a voz dxs ocupantes, saber quem são, de onde vem, o que pensam, ouvi-lxs refletir sobre suas experiências, desejos, conflitos e leituras do país.

Documentário de Ativismo Social · 2017 · L · 1h 12m

Tags: ativismo, movimento estudantil, ocupações, educação

O Nostalgista

Sinopse: Em uma cidade do futuro, um pai precisa pegar estrada em busca de uma reposição para seu dispositivo de realidade virtual.

Curta metragem de Ficção-Científica · 2014 · Livre · 17m

Tags: sci-fi, curtas, tech, cyberpunk

Por que meu cabelo não é liso?

Sinopse: Muitos cresceram escutando que tinham cabelos "ruins", que deviam parecer diferente, pentear. "Seu cabelo é ruim", "por que você não alisa esse cabelo?", Uma menina descobre um outro lado de si mesma após reconhecer sua identidade através do espelho. Contando com depoimentos reais e histórias que irão tocar você. Descubra a força e a beleza de suas raízes!

Curta metragem documentário/ficção · 2015 · Livre · 21m

Tags: feminismo, emponderamento, fic-doc, drama, cabelo, cabelo crespo, docs

Laços

Sinopse: Laços” conta a história de personagens femininas que estão mais próximas de nós do que imaginamos. São nossas amigas, nossas irmãs, vizinhas, são mulheres da nossa família e do nosso convívio social. Um laço pode parecer um enfeite, mas também é capaz de amarrar, amordaçar e prender. A luta feminina é muito maior do que se pensa. Às vezes essa luta, muitas vezes silenciosa, é para desfazer um nó que prende o presente ao passado e impede de prosseguir. Ficção baseada em histórias reais, de mulheres reais que em algum momento da vida se viram presas a histórias que não queriam viver.

Curta metragem documentário/ficção · 2016 · 14 Anos · 26m

Tags: ficção, violência, feminismo, emponderamento, curtas

Putta

Sinopse: Putta acompanha o relato biográfico de três mulheres da fronteira Brasil, Paraguay e Argentina. As três vivem em Foz do Iguaçu (Brasil) e trabalham no ambiente da prostituição. O filme atravessa as complexidades da vida pessoal destas três prostitutas, que trabalham na rua ou em casas de prostituição, a transexualidade, a família e a maternidade nestes contextos. Diva, uma doce mulher trans, nos leva a sua casa para recordar suas difíceis relações com a família que deixou para trás e a que quis formar. Xayenne, uma travesti, que sempre tenta dar a volta em suas memórias e não reviver seus sofrimentos. Pantera, dona de um bordel, vive há 40 anos em prostíbulos, no mesmo bairro, da mesma cidade, onde criou a seus filhos.

Documentário de curta metragem · 2016 · 12 Anos · 28m

Tags: docs, feminismo, prostitutas, transexualidade, biografia, curtas

Noção de Sonho

Sinopse: Após a morte de sua mãe, Marta acaba se rendendo ao uso de calmantes e antidepressivos para superar a perda. O que a leva a um conflito interno entre o que é realidade e sonho, tendo que enfrentar Marcos e descobrir se ele existe ou é só fruto de sua mente perturbada.

Curta · Suspense · 2017 · 10 · 15min

Tags: curtas, suspense, noção de sonho, sonho, pesadelo, mente perturbada, roubo, assalto, psicológico, thriller psicológico


5 Anos sem Aaron Swartz

Thu 11 January 2018 by Guilmour Rossi

Hoje faz 5 anos que perdemos Aaron Swartz. Seu legado continua vivo em todos nós:

CONHECIMENTO PRECISA SER LIVRE!

Para saber mais sobre a história e a luta de Aaron, e as injustiças que ele sofreu, assista o documentário "O Menino da Internet", no Libreflix: https://libreflix.org/assistir/the-internets-own-boy


Agora ficou mais fácil assistir obras audiovisuais livres em computadores Windows.

O aplicativo pode ser instalado e cria ícones no seu desktop e no menu iniciar, facilitando assim que você abre o Libreflix mais rápido.

O aplicativo usa o Chrome para abrir o site então para funcionar você precisa ter o Chrome instalado em seu computador Windows.

Para fazer o download, basta acessar a página de aplicativos do Libreflix clicando aqui.

Infelizmente, parece que alguns poucos antívirus para Windows estão detectando o arquivo como uma ameaça, não sabemos ainda porque, mas garatimos que não há nenhum vírus no programa. Confira a análise feita pelo Virus Total.


Eba! Saiu o nosso aplicativo para smartphones Android. O aplicativo foi desenvolvido pelo Kassiano Resende, e foi criado a partir de discussões que tivemos lá no Notabug.

A aplicativo funciona como uma webview para o site, que já e responsivo e a experiência fica bem legal para o usuário. O aplicativo vem a calhar também, pois parece que com o webview, não há o problema que vem acontecendo em muitos navegadores Chrome mobile que não estão reproduzindo as produções.

Para baixar, basta acessar a página de aplicativos no Libreflix, clicando aqui.

Não se esqueça de habilitar a opção "fontes desconhecidas" no Android, que autoriza a instalação de aplicativos que não estão na loja oficial.

Abraços libres! <3